Passa-se com os
livros uma coisa semelhante ao que sucede com um novo conhecimento que
travamos com alguém. Num primeiro momento experimentamos um profundo
prazer em encontrar coincidências gerais de opinião ou ao sentirmo-nos
tocados num aspecto importante da nossa existência. Só depois, quando o
conhecimento se aprofunda, começam a surgir as diferenças. Nessa altura,
o comportamento inteligente caracteriza-se pela capacidade de não
retroceder imediatamente, como muitas vezes acontece na juventude, e de
pelo contrário reter o que há de coincidente enquanto se vão
esclarecendo mutuamente todas as diferenças, sem se pretender chegar a
acordo absoluto.
