(...) Hoje
matei um mosquito. Com a mais bruta das delicadezas. Por quê? Por que
matar o que vive? Sinto-me uma assassina e uma culpada. E nunca mais
vou esquecer esse mosquito. Cujo destino eu tracei. A grande matadora.
Eu, como um guindaste, a lidar com um delicadíssimo átomo. Me perdoe,
mosquitinho, me perdoe, não faço mais isso. Acho que devemos fazer
coisa proibida — senão sufocamos. Mas sem sentimento de culpa e sim como
aviso de que somos livres.
Eu sou o meu próprio espelho. E vivo de achados e perdidos. É o que me salva. Estou metida numa guerra invisível entre perigos. Quem vence? Eu sempre perco.
Eu sou o meu próprio espelho. E vivo de achados e perdidos. É o que me salva. Estou metida numa guerra invisível entre perigos. Quem vence? Eu sempre perco.
