“… A idéia é que a realidade,
seja da Santa Sé, a de René Char ou a de Oppenheimer é, sempre uma
realidade convencional, incompleta e dividida. A admiração de alguns
caras diante de um microscópio eletrônico não me parece mais fecunda que
a admiração das porteiras pelos milagres de Lourdes. Acreditar naquilo
que chamam de matéria e acreditar naquilo que chamam espírito, viver em
Emmanuel ou seguir cursos de Zen, ver o destino humano como um problema
econômico ou como um puro absurdo, a lista é longa, a escolha múltipla…”
